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Postado em 15 de Julho de 2023 às 16h54

Investimento do agro em energia solar soma cerca de R$ 15,5 bilhões no Brasil

O investimento do setor agrícola em energia solar no Brasil tem se mostrado uma tendência crescente nos últimos anos. A combinação das necessidades energéticas das propriedades rurais e o potencial solar abundante do país têm impulsionado a adoção de sistemas fotovoltaicos pelo agronegócio brasileiro.

Existem várias razões pelas quais o setor agrícola está investindo cada vez mais em energia solar. Em primeiro lugar, as propriedades rurais consomem uma quantidade significativa de energia elétrica para alimentar suas operações, como irrigação, aquecimento, refrigeração e armazenamento. A geração de eletricidade a partir do sol permite aos agricultores reduzir sua dependência da rede elétrica convencional e os custos associados a ela.

Além disso, o Brasil possui um enorme potencial solar, especialmente em regiões com altos índices de radiação solar, como o Nordeste e parte do Centro-Oeste. Essas áreas são conhecidas por sua extensa produção agrícola e pecuária, e os sistemas solares podem ser instalados nas próprias propriedades para aproveitar o recurso solar disponível.

Os benefícios do investimento em energia solar para o setor agropecuário são diversos. Em primeiro lugar, a redução das despesas com energia elétrica é uma vantagem considerável. Os agricultores podem economizar em suas contas de luz e, em alguns casos, até mesmo gerar excedentes de energia que podem ser vendidos de volta à rede elétrica, proporcionando uma fonte adicional de renda.

Além disso, a energia solar é uma fonte limpa e renovável, o que contribui para a sustentabilidade ambiental do setor agrícola. Ao adotar a energia solar, os agricultores reduzem sua pegada de carbono, diminuindo a emissão de gases de efeito estufa e contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

No Brasil, programas governamentais e linhas de financiamento específicas têm incentivado ainda mais o investimento do agro em energia solar. O Programa de Energia Renovável do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por exemplo, oferece linhas de crédito especiais para a instalação de sistemas de energia solar em propriedades rurais, tornando o investimento mais acessível aos agricultores.

O agronegócio brasileiro já investiu cerca de R$ 15,5 bilhões em energia solar, com mais de 200 mil consumidores do setor, estima a fintech Meu Financiamento Solar , com base em dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Os números reunidos pela fintecha apontam que são quase 170 mil conexões de sistemas solares no campo, o que representa um total de 3,1 gigawatts (GW) de potência instalada – 14% de toda a capacidade energia solar instalada de forma autônoma no Brasil.
No entanto, apesar dos avanços e benefícios observados, ainda existem desafios a serem superados para uma adoção mais ampla da energia solar no agronegócio brasileiro. A falta de conhecimento técnico, a burocracia na obtenção de licenças e autorizações, e o alto custo inicial do investimento são algumas das barreiras que os agricultores enfrentam.

Em resumo, o investimento do agro em energia solar no Brasil tem se mostrado uma estratégia promissora para os agricultores reduzirem custos, aumentarem a sustentabilidade e aproveitarem o potencial solar do país. Com programas de incentivo e financiamento disponíveis, espera-se que cada vez mais propriedades rurais adotem a energia solar como uma alternativa energética viável e ambientalmente responsável.

 

Fonte: mapa.gov.br

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