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Postado em 23 de Janeiro às 11h44

Benefícios do UE-Mercosul podem ser limitados e graduais

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul tende a trazer efeitos positivos, porém limitados e graduais, para o agronegócio brasileiro. Uma análise do BTG Pactual aponta que os principais benefícios devem se concentrar em café, carnes de aves, etanol e açúcar, com impactos mais relevantes nos preços do que no volume exportado no curto prazo.

No açúcar, a cota de 180 mil toneladas livres de tarifa representa cerca de 3% das exportações brasileiras, o que restringe os ganhos. Para o etanol, a cota total de 650 mil toneladas — sendo 450 mil sem tarifa — equivale a aproximadamente metade das exportações do país, mas o efeito agregado permanece moderado, já que o mercado externo responde por pequena parcela da produção nacional.

No setor de proteínas, o acordo estabelece cotas com tarifas reduzidas. A carne bovina terá ampliação gradual até 99 mil toneladas em 2031, ainda com participação limitada na produção total, embora com preços superiores aos praticados no mercado interno. A carne de frango se destaca, com cota de até 180 mil toneladas, podendo elevar de forma relevante as exportações para a União Europeia. Já o impacto sobre a carne suína é considerado marginal.

Entre os bens de consumo, o café deve se beneficiar da eliminação progressiva da tarifa de 7,5%, enquanto o arroz passa a contar com cota de 60 mil toneladas livres de tarifa. Para grãos como soja, farelo e milho, não são esperadas mudanças significativas. O banco ressalta que o acordo ainda depende de ratificação e terá implementação gradual, com mecanismos de salvaguarda que podem limitar seus efeitos.

 

Fonte de pesquisa: agrolink.com.br

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