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Postado em 24 de Abril às 16h52

El Niño deve chegar mais cedo (e possivelmente mais forte

A antecipação do fenômeno climático El Niño tem acendido um alerta no agronegócio sul-americano. Projeções indicam que o evento pode começar entre maio e julho, antes do esperado, com impactos diretos nas principais regiões produtoras.

No Brasil, os efeitos devem ganhar força a partir de junho. A tendência é de mais chuvas no Sul, o que pode prejudicar culturas de inverno como o trigo, além de dificultar a colheita de milho safrinha e cana-de-açúcar. Já no Centro-Oeste e Sudeste, o cenário aponta para temperaturas mais elevadas e redução da umidade do solo, aumentando o risco de queimadas.

Há ainda indicativos de que o fenômeno possa ter forte intensidade, com aquecimento significativo das águas do Pacífico. Especialistas, no entanto, ressaltam que os impactos não dependem apenas da intensidade, mas da interação entre diversos fatores climáticos.

Enquanto algumas regiões já registram redução nas chuvas, outras ainda mantêm condições razoáveis para o desenvolvimento das lavouras, embora com volumes abaixo da média. No Sul, a previsão de retorno das chuvas pode aliviar períodos recentes de estiagem.

Na Argentina, o clima já tem causado prejuízos, com chuvas intensas interrompendo a colheita de milho em diversas áreas.

Diante desse cenário, produtores devem manter atenção redobrada às condições climáticas, já que o avanço do El Niño pode afetar diretamente a produtividade e o desempenho das safras. 

 

Fonte de pesquisa: theagribiz.com

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