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Postado em 06 de Fevereiro às 15h17

Embrapa publica estudos que ampliam transparência e refinam cálculo da intensidade de carbono dos biocombustíveis no Brasil

Pesquisas lideradas pela Embrapa Meio Ambiente ampliam a base científica da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) e aumentam a transparência sobre a intensidade de carbono dos biocombustíveis produzidos no Brasil. Os estudos, publicados em periódicos internacionais de acesso aberto, detalham a metodologia utilizada pelo país para calcular as emissões associadas ao etanol, biodiesel e biogás, além de evidenciar diferenças relevantes entre estados.

Criado em 2017, o RenovaBio tem como objetivo reduzir as emissões do setor de transportes e contribuir para o cumprimento das metas brasileiras no Acordo de Paris. A política utiliza a RenovaCalc, ferramenta que compara a intensidade de carbono dos biocombustíveis com combustíveis fósseis equivalentes. Com a publicação de uma nota técnica em revista científica internacional, a metodologia passou a ter maior visibilidade e possibilidade de avaliação pela comunidade científica global.

A RenovaCalc sustenta a certificação das usinas produtoras e define a quantidade de Créditos de Descarbonização (CBIOs) que podem ser negociados no mercado. Atualmente, 331 usinas estão certificadas, representando cerca de 75% da produção nacional. Entre 2020 e 2024, o uso de biocombustíveis evitou a emissão de 157,8 milhões de toneladas de CO? no setor de transportes, com previsão de redução adicional de 49,4 milhões de toneladas em 2025.

Outro estudo, desenvolvido pela Embrapa em parceria com a Unicamp, avaliou a pegada de carbono da soja, do milho e da cana-de-açúcar, culturas que ocupam mais de 80% da área agrícola do país. A análise em escala estadual revelou grande variabilidade nas emissões, influenciada por práticas agrícolas e pelo uso do solo.

Os resultados devem contribuir para o aperfeiçoamento da RenovaCalc, permitindo perfis agrícolas mais representativos e fortalecendo as estratégias de descarbonização das cadeias produtivas.

 

Fonte de pesquisa: embrapa.br

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