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Postado em 23 de Agosto de 2024 às 16h31

Soja impulsiona aumento de defensivos agrícolas, mas mercado sofre queda em valor

O uso de defensivos agrícolas no Brasil cresceu no primeiro semestre de 2024, com uma expansão de 9,3% nas áreas tratadas em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento resultou em mais de 1 bilhão de hectares tratados, refletindo as condições climáticas e o desempenho positivo da safra de soja.

Dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg), em pesquisa realizada pela Kynetec Brasil, indicam que o volume de defensivos aplicados para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas aumentou 8,3% de janeiro a junho deste ano. Os herbicidas foram os produtos mais utilizados, representando 40% do total, seguidos por inseticidas (28%), fungicidas (24%), tratamentos de sementes (1%) e outros (9%). A pesquisa utilizou a metodologia PAT (produto por área tratada), que considera tanto o volume utilizado pelos produtores quanto o número de aplicações em cada área cultivada. No que diz respeito às culturas, soja e milho lideraram, cada um representando 31% da área tratada, seguidos por algodão (16%) e pastagens (7%). Outros cultivos, como cana, trigo, hortifruti, café e citros, também contribuíram, mas em menor escala.

Apesar do aumento na área tratada, o valor de mercado dos defensivos agrícolas caiu 9% em comparação ao primeiro semestre de 2023, totalizando US$ 8,8 bilhões. Esse recuo foi atribuído ao aumento dos custos de produção, devido a perdas de lavouras causadas por mudanças climáticas, especialmente no milho de segunda safra, além de um impacto cambial adverso, que contribuiu para a redução no valor comercializado.

Regionalmente, Mato Grosso e Roraima se destacaram com 37% da área tratada, enquanto São Paulo, Minas Gerais e a região BAMATOPIPA (Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará) também tiveram participações expressivas. A soja foi um dos cultivos que mais demandou defensivos, devido ao aumento significativo de pragas, como mosca branca, lagartas e percevejos, exigindo maior aplicação de fungicidas, especialmente os protetores e premium.

 

Fonte de pesquisa: agrolink.com.br

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